Arquivos para a Categoria ‘Uncategorized’

Saber no Second Life

Espaço de construção de saber, mas também de risco, de experimentação, de descoberta e questionamento de novos “mundos”. É isso que a universidade pode, e deve, ser.

O meu colega Paulo Frias trilha precisamente este caminho ao experimentar, no âmbito da disciplina de Hipermédia e Estruturas Narrativas, do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, dar aulas no Second Life. Esta experiência já ultrapassou, como aqui se pode ver, os muros universitários:

Travessias

Últimas do Travessias: o cinema de Kieslowski, Baz Luhrmann e Almodóvar; a música de McCoy Tyner, Arvo Pärt, Rufus Wainwright, Cocteau Twins, Lhasa de Sela, Händel, Farinelli, The Police, Miles Davis; a dança de Miguel Robles e Pina Bausch.

Os deuses dos média

Eis mais uma novidade que tresanda a éter: a TSF vai estrear um «novo formato de comentário» (novo formato?) com «cinco das principais figuras da vida política portuguesa».

Que figuras? Pedro Santana Lopes (PSD), Carlos Carvalhas (PC), António Pires de Lima (CDS/PP), António Vitorino (PS), e Joana Amaral Dias (BE).

Esta gente anda claramente a disputar o papel a Deus: está em todo lado, em horário nobre.

A ler:
TSF cede espaço ao comentário matinal

Perfil do jornalista nos EUA

Algo tem mudado no perfil do jornalista norte-americano ao longo das últimas décadas. Hoje, ele é:

* mais velho do que era há uma década (média actual de 41 anos)
* mais bem formado a nível universitário
* menos inclinado a ser democrata (no sentido usado nos EUA)
* mais bem compensado do que era há dez anos, mas com menor poder de compra

A ler:
The Face and Mind of the American Journalist

Colunistas ao Sol

Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Portas, Miguel Portas, Margarida Marante, Margarida Rebelo Pinto… o Sol parece déjà vu ainda antes de ter nascido. O povo, do Estoril a Cascais, vai adorar.

MSNBC.com: multimédia a sério

E que tal dar uma volta pelas ruas devastadas de Nova Orleães na Web como se estivesse com uma câmara de vídeo nas mãos a filmar a 360 graus? É isso que o site MSNBC.com permite em Rising from Ruin, um trabalho magnífico de exploração das potencialidades multimédia ao serviço da reportagem.

No fundo, é a concretização de uma possibilidade de que, por exemplo, John Pavlik, um autor de referência nesta área, fala há muitos anos (e nem sempre é levado a sério…): a utilização do vídeo a 360 graus como forma de envolver o leitor na narrativa. Neste caso, o leitor pode escolher, para além do ângulo de filmagem, os locais que prefere ver. Basta clicar num mapa.

Rising from Ruins tem também muito material de arquivo e contexto. Além disso, disponibiliza estórias contadas, através de slide shows de áudio, por cidadãos que sofreram na pele o Katrina e fornece ‘diários dos cidadãos’, uma espécie de blogue em que os residentes de Bay St. Louis e de Waveland contam o que lhes vai na alma.

(dica de Steve Outing)

O fim do dependente

O Independente teve o seu tempo. Morreu hoje, afogado em dívidas, processos em tribunal e poucos leitores. Poucos jornais contradisseram tanto na prática o seu próprio título.

Este semanário teve alguma piada no início. Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso introduziram um estilo nunca dantes visto na imprensa portuguesa, que, em 1988, ainda não contava com o Público. Casaram humor com notícias incisivas e manchetes “assassinas”. Cavaco Silva que o diga, a par de ministros como Leonor Beleza, Braga de Macedo, João de Deus Pinheiro, Miguel Cadilhe ou Sousa Franco, entre muitos outros.

Depois, a frescura inicial começou a pender para a bandalheira jornalística. Portas disfarçava cada vez menos a utilização do jornal como (sua) mera rampa de lançamento para a refundação da direita portuguesa ou lá o que isso seja. Se tivesse ficado no Independente, teria sido óptimo para o jornal e ainda melhor para a salubridade do panorama político nacional. Mas não. E lá foi ele traulitar a sua cartilha para a política, arruinando o CDS para lhe colar as suas próprias iniciais. Deu no que deu.

O jornal que deixara entretanto para trás nunca mais se recompôs. Transformado num megafone de uma certa direita rendida ao altar dos negócios, foi atropelando tudo quanto era um mínimo de bom senso e respeito por regras deontológicas. Por exemplo, ficou célebre a trancrição, elevada a manchete, de uma conversa privada que Sousa Franco tivera à mesa de um restaurante.

A partir de certa altura, o jornal tornou-se pura e simplesmente intragável e ilegível. Foi, portanto, O Independente a cavar a sua própria sepultura.

Castells e a ‘Mass Self Communication’

Já li e recomendo vivamente o texto A era da intercomunicação, publicado na edição brasileira do Le Monde Diplomatique. O autor é o conhecido professor de comunicação Manuel Castells.

Neste texto, Castells desenvolve o conceito de Mass Self Communication (a intercomunicação individual) e considera-o «uma nova forma de comunicação em massa – porém produzida, recebida e experienciada individualmente».

Tecnicamente, a Mass Self Communication «está presente na internet e também no desenvolvimento dos telefones celulares.»

(dica de Daniela Bertocchi)

Capa para recordar

Como o tempo passa… já lá vão mais de onze anos. Em Março de 1995, a revista Time fazia uma edição especial sobre um assunto estranhíssimo: o ciberespaço.

No topo da capa escrevia simplesmente: “Welcome to cyberspace”. Daqui a cento e onze anos, será um clássico para coleccionadores.

A ler: "Online News"

Não é todos os dias que são publicados livros sobre ciberjornalismo que não se limitem a ser manuais do tipo “como escrever notícias na Internet”. Disso, há aos montes.

Não parece ser esse o caso de Online News: Journalism and the Internet, da autoria de Stuart Allen, da University of West of England, Bristol. O livro acaba de ser publicado pela mão da Open University Press. O índice pode ser lido no blogue Online Journalism.
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