Arquivos para a Categoria ‘televisão’

Paris Hilton a abrir? Passa-me aí o isqueiro…

Gostei de ver a “pivot” da MSNBC (canal por cabo) Mika Brzezinski partir a louça toda, em directo, em protesto contra o facto de os seus editores terem escolhido como tema de abertura a saída da “socialite” Paris Hilton da prisão. Momento único, infelizmente raro, na miserável televisão dos nossos dias:

"Egopublishing": os egos publicam-se

O meio “sou eu”, “e eu, “e eu” e por aí fora. No Ciberpaís, pode ler-se uma reportagem sobre o egopublishing, um neologismo a juntar às torrentes que a Web tem gerado. Há muitos cibernautas que têm hoje o seu “canal de televisão” ou a sua “rádio” online. E respectivas audiências.

Se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase “o meio é a mensagem”. Talvez mudasse para algo do género: “a mensagem sou eu”.

‘Mediamorfose’ no Travessias

O meu vestusto blogue generalista, o Travessias, está em plena mediamorfose experimental (o Roger Fidler que me perdoe o exagero…). O texto é cada vez mais acompanhado de fotografia e vídeo, graças à ajuda do YouTube, Google Video e quejandos. Portanto, está a transformar-se num híbrido, algures entre o blogue, o fotoblogue e o videoblogue.

Quando se fala de música ou de cinema, por exemplo, aqueles sites de vídeo têm material fabuloso, recente ou antigo, que pura e simplesmente não “passa” nos nossos canais de televisão. Frank Zappa a gravar em estúdio em 1968? Um excerto do filme Caravaggio, de Derek Jarman? O trailer de Citizen Kane? A Laurie Anderson a contar uma das suas mirabolantes histórias? O Rufus a cantar uma música dos Beatles? O Antony ao vivo num programa de TV em dueto com Boy George? As CocoRosie ao vivo algures nos EUA? Foucault em amena cavaqueira filosófica com Chomsky?

Os canais de televisão tradicionais (generalistas e temáticos, sem excepção) deviam estar mais atentos ao que se está a passar em termos de “televisão” online. Para já, a reacção generalizada parece ser em tudo idêntica à que assistimos em 1995, 1996, quando a Internet começou a instalar-se: desprezo, menorização, desvalorização, etc.. Em geral, os média portugueses estranham muito e entranham pouco. E a muito custo.

Chostakovitch ‘não passa’ em TV

Se os nossos canais de televisão não estivessem tão embrutecidos como, de facto, estão, seria de esperar que hoje, dia em que se assinala um século sobre o nascimento do compositor russo Dmitri Chostakovitch, considerado um dos maiores compositores do século XX, exibissem algum programa, filme ou concerto a propósito.

A RTP, por exemplo, lá nas catacumbas dos arquivos, ainda deve ter a cópia de um filme, realizado por Tony Palmer, sobre a vida de Chostakovitch. No papel principal, temos um muito convincente e profissional Ben Kingsley.

O canal estatal passou esta fita, cujo título original é Testimony, há muitos anos. Ficaram-me boas recordações e uma grande vontade de descobrir a música de Chostakovitch. Não seria a noite de hoje excelente altura para uma reposição?

Qual quê… Temos, depois da meia-noite, E-Ring Centro de Comando, na RTP1, e a história de um elefante, na 2:. Nas privadas, nem vale a pena falar. As noites estão entregues à bicharada.

Ontem, no Público, um bom trabalho sobre a efeméride. Hoje de tarde, na Antena 2, o destaque devido, e conhecedor, a Dmitri Chostakovitch.

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