Arquivos para a Categoria ‘Palmas e Bordoadas’
Palmas e Bordoadas: no Público
Bordoada no Público: uma jornalista da casa, que uma semana antes era assessora da Universidade de Évora, assina uma peça sobre… o futuro da Universidade de Évora. É incrível. Ao fim deste tempo todo, ainda não perceberam que este tipo de coisas mata a credibilidade de qualquer jornal que se queira de “referência”? O provedor do leitor do Público diz-se «boquiaberto» com esta situação. Não é para menos.
As passeatas promíscuas entre redacções, assessorias e gabinetes de todo o tipo são histórias com barbas no jornalismo português. Mas as direcções dos jornais parecem, neste capítulo, não ter aprendido nada com a história. E os “jornalistas-assessores-jornalistas” também não.
Palmas e Bordoadas: no Sol
A edição de hoje do Sol folheia-se em cinco minutos. Não se pára em nenhum apeadeiro porque não aparece nada verdadeiramente estimulante para ler. No caderno principal, não há ‘notícias duras’. Temos o bom velho estilo herdado do Expresso: mexericos políticos de alto nível. Pouco mais. A investigação “a sério” prometida pelo director? Nada. É quase tudo requentado, já visto.
Os colunistas desencorajam. São “cromos” gastos de tanta exposição mediática. A Tabu parece ser dirigida por Margarida Rebelo Pinto, também ela ilustre colunista da casa. Revista frívola. Lux. De Caras. Inenarrável aquela novela dos bastidores da saída de José António Saraiva do semanário de Pinto Balsemão. Por este andar, o Sol arrisca-se a brilhar por pouco tempo. A bem do pluralismo, gostava imenso de me enganar neste pessimista cálculo de risco.
Palmas e Bordoadas: no Expresso
Bordoada na foto de Pinto Balsemão a rasgar a capa do Expresso de hoje. De vez em quando, aos jornais foge-lhes o pé para o aumento do volume da voz do dono. O excesso de reverência vê-se nesta imagem como se tem visto na multiplicação de páginas no JN ou do DN, por exemplo, sempre que o patrão aparece na festinha de aniversário a dar uma de social com “figuras” convidadas. Não há necessidade. Resvala para o provincianismo. E os donos da loja deviam ser os primeiros a perceber isto.
Palmas e Bordoadas: Visão
Palmas para o trabalho “O País Derrapado”, de Alexandra Correia, na Visão. O tema não é novo, mas os números e as situações apresentadas (do Parque Mayer ao estádio do Algarve) são muito pertinentes:
«Incompetências, desleixos, negócios obscuros, megalomanias e o gosto pela ostentação são uma mistura explosiva na gestão dos dinheiros públicos. Retrato de um Portugal do desperdício, onde milhões voam e (quase) ninguém paga por isso.»
Palmas e Bordoadas
É absolutamente lamentável que um jornal de referência como o Público não tenha, nesta altura de pico de crise política, um repórter em Timor-Leste. Adelino Gomes ainda devia lá estar. Por razões que saltam à vista.
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