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Peça hipermédia no JPN

Talvez uma definição possível seja “embed” áudio ou “embed” foto no próprio texto jornalístico. Confuso?

O JPN, ciberjornal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, constrói hoje uma peça hipermédia intitulada “Licenciatura de Sócrates suscita debate sobre blogues e jornalismo“. São ouvidos dois docentes, eu próprio e o meu colega e amigo Luís Santos, da Universidade do Minho.

Ao longo do texto, os links usuais são entremeados com outros links que, ora abrem uma janela com uma pequena foto dos entrevistados, ora accionam um “player” de áudio com declarações dos mesmos, ao estilo dos “rm’s” da rádio.

Trata-se de uma solução narrativa curiosa, interessante e muito pouco vista nos média portugueses mainstream.

JPN no caminho da Web 2.0

Enquanto o ciberjornalismo em Portugal lá vai prosseguindo o seu caminho em marcha lenta meia parada, no mundo universitário vão surgindo algumas experiências e inovações estimulantes.

É o caso do JornalismoPortoNet, o ciberjornal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, onde lecciono. Ontem, o JPN estreou um novo design e novas funcionalidades: vídeos, sons e fotografias podem agora ser incluídos dentro de uma mesma peça, numa lógica de integração multimédia.

O “novo” JPN, coordenado pelo meu colega Fernando Zamith, aproveita também algumas modalidades da Web 2.0. O utilizador passa a ter a possibilidade de dar notas às notícias, bem como de partilhá-las, através de ferramentas como o Domelhor, Newsvine e Del.icio.us. Cada notícia terá marcadores (tags), o que permite o agrupamento de artigos sobre determinado tema e não apenas por secção.
Alguns responsáveis de órgãos de comunicação social queixam-se, aqui e ali, da falta de ligação entre o mundo empresarial e o mundo académico ligado à comunicação e ao jornalismo. É tempo de se lembrarem que também têm a ganhar se estiverem mais atentos ao que se vai experimentando e desenvolvendo nas universidades. Quanto mais não seja porque o conceito de “investigação e desenvolvimento” continua, em geral, a ser estranho ao vocabulário das empresas jornalísticas.