Arquivos para a Categoria ‘jornalismo’

Uma parceria recomendável

O grupo de média Trinity Mirror e a Universidade de Teesside, Inglaterra, formaram uma parceria para o desenvolvimento de uma cadeira de jornalismo multimédia. A ideia é preparar jornalistas para o trabalho em ciberjornais.

O curso chama-se Multimedia Journalism Professional Practice e combina «jornalismo e multimédia com a exploração crítica do campo emergente do jornalismo convergente».

Eis um exemplo prático e altamente recomendável de cooperação entre os mundos empresarial e académico. À atenção das empresas jornalísticas portuguesas, em geral pouco atreitas a este tipo de parcerias, e não poucas vezes alérgicas a tudo o que cheire a formação profissional ou académica dos seus funcionários, jornalistas incluídos.

A ler:
Trinity Mirror forms partnership to devise multimedia journalism degree

Um "tour" por Bagdad

Através de seis pequenos vídeos e um mapa interactivo, o washingtonpost.com faz uma visita guiada a algumas zonas complicadas de Bagdad.

O Guardian foi à guerra

No Guardian Unlimited, um trabalho magnífico de reportagem multimédia (em Flash), com incidência no vídeo, mostra-nos o resultado de dois meses que o fotógrafo e realizador do Guardian Sean Smith passou com tropas norte-americanas em Bagdad. O trabalho expõe a exaustão e desilusão dos soldados.

Paris Hilton a abrir? Passa-me aí o isqueiro…

Gostei de ver a “pivot” da MSNBC (canal por cabo) Mika Brzezinski partir a louça toda, em directo, em protesto contra o facto de os seus editores terem escolhido como tema de abertura a saída da “socialite” Paris Hilton da prisão. Momento único, infelizmente raro, na miserável televisão dos nossos dias:

A relevância do jornalismo

«Em suma, há poucas dúvidas de que a convergência e os novos media desafiam as noções tradicionais de jornalismo de várias maneiras, mas ao mesmo tempo sublinham a relevância do jornalismo profissional num ambiente sobrecarregado de informação.»

Konstantinos Saltzis,
‘News production in the age of convergence: a study on the changing practices and role of journalists’, in revista Tripodos (extra 2007)

Vídeo com boa definição no Washington Post

Tom Kennedy, editor multimédia do Washington Post, explicou à Beet.tv o modo como o diário norte-americano tem vindo a trabalhar com o vídeo. Kennedy refere, entre outras coisas, que o Post trabalha há já dois anos apenas com vídeo de alta definição (HD) e que ainda há muito espaço para a experimentação desta “matéria-prima” em jornais.

Para a cobertura dos assuntos mais importantes do dia, o Post dispõe de seis “vídeo-jornalistas” que filmam, editam e funcionam como “produtores de campo”.

Vídeo em alta no World Editors Forum

O vídeo esteve em grande no 14º World Editors Forum, que ontem terminou, em Cape Town, África do Sul.

Cinco oradores, entre os quais Richard Sambrook, director da BBC Global News, falaram sobre as suas previsões, relativas a comunidade, audiências e jornalismo, para o próximo ano. Neste vídeo, onde já podemos ver algumas inovações que o You Tube introduziu na sua interface, ouvimos Rebecca MacKinnon, co-fundadora da Global Voices, defender que o papel dos jornalistas é cada vez mais importante:

A globalização do jornalismo na Web

Para ler, na Journalism, um estudo transatlântico (EUA, Reino Unido) sobre sites noticiosos e os seus leitores internacionais. A globalização do jornalismo online foi o título escolhido por Neil Thurman, da City University, para este artigo:

«Some British news websites are attracting larger audiences than their American competitors in US regional and national markets. At the British news websites studied, Americans made up an average of 36 per cent of the total audience with up to another 39 per cent of readers from countries other than the USA. Visibility on portals like the Drudge Report and on indexes such as Google News brings considerable international traffic but is partly dependent on particular genres of story and fast publication times. Few news websites are willing to disclose breakdowns of their large numbers of international readers fearing a negative reaction from domestic advertisers. Some see little value in international readers — some of whom read 3 to 4 times fewer pages than their domestic counterparts. Others are actively selling advertising targeted at their international audience and even claiming their presence is beginning to change their news agenda.»

Pequeno passo na SIC Notícias

No jornal da meia-noite, a SIC Notícias resolveu dar visibilidade aos principais ciberjornais portugueses. Na rubrica final, em que mostra as primeiras páginas dos jornais do dia, percorre agora as “primeiras” online do Público, DN, JN, Correio da Manhã, Expresso, Visão, A Bola, etc..

É um pequeno, mas bom, sinal de que a visibilidade do ciberjornalismo está a aumentar. Em Portugal, o ciberjornalismo tem um lento e longo caminho a percorrer. Noutros países, mais desenvolvidos neste ramo do jornalismo, a velocidade é já próxima da de cruzeiro.

Ainda assim, pequenas iniciativas como a da SIC Notícias podem ajudar a dar um empurrão à nossa ainda muito débil ciberimprensa.

Mudanças no papel dos jornalistas

Suw Charman, jornalista e especialista em média sociais, tem uma opinião algo radical sobre a mudança do papel do jornalista face à emergência de um mundo onde toda a gente pode publicar: o papel histórico de gatekeeper, desempenhado até agora por jornalistas profissionais, está «obsoleto». Mas as novas tecnologias e a crescente participação cívica, diz, estão a criar novas oportunidades para os média mainstream.
Charman destaca três mudanças-chave em curso: jornalismo de investigação tradicional tornado mais transparente pela publicação de pesquisa e referências; recolha fiável de hiperligações e elaboração informada de uma síntese das estórias; trabalho com a comunidade de forma a ajudar as pessoas a publicar estórias importantes para elas.
A ler:

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