Arquivos para a Categoria ‘Internet’

Publicidade cresce na Net

Desta vez, a projecção, baseada num estudo, é de uma empresa de capital de risco, a Veronis Suhler Stevenson, que investe fundos no negócio dos média: o investimento publicitário na Internet vai crescer mais de 21 por cento ao ano até 2011, altura em que ultrapassará o que é feito na imprensa tradicional. Não é a primeira vez que este tipo de projecção aparece, variando apenas os números.

A tendência mais não fará que acompanhar as mudanças dos hábitos das pessoas na sua relação com os média: o estudo indica que, ainda este ano, o tempo gasto a ler online ultrapassará o tempo despendido a ler jornais de papel. Nas empresas, os funcionários passam cada vez mais tempo online.

Como refere John Burke, no Editors Weblog, isto tem toda a lógica: as pessoas passam cada vez menos tempo com os média tradicionais, virando-se antes para plataformas digitais, onde, em vez de lerem longos artigos de jornal ou verem longos programas de televisão, lêem pequenos artigos e vêem pequenos clips de vídeo.

Os hábitos estão, inegavelmente, a mudar. As empresas que investem em publicidade nos média é que, por vezes, demoram muito mais tempo a fazer o mesmo.

Uma possível revolução dos média

Como estaremos em 2050 no que aos média diz respeito? A empresa italiana Casaleggio Associati decidiu, na esteira de trabalhos prospectivos como o Epic 2015, imaginar o futuro da “revolução dos média”. E, se um dia, a Google comprasse a Microsoft?

Pequena ficção sobre a Web

E, se um dia, a Web, sei lá, 8.0, nos entregasse o jornal em papel através do ecrã do nosso computador?

"Eu jornalista" no ELPAIS.com

O ELPAIS.com acaba de dar mais um grande passo “interactivo”, com a criação do espaço para as “notícias” dos leitores. Chama-se Yo periodista e é apresentado assim:

«Ayúdanos a construir ELPAIS.com. Si has sido testigo de alguna noticia, envíanosla y nosotros la publicamos. Puedes mandarnos textos, fotos, vídeos o documentos. Ahora los lectores de ELPAIS.com se convierten en periodistas.»

Descontando a simplificação que esta última frase encerra, Yo periodista é, naturalmente, uma boa ideia, em sintonia com a entronização galopante do cidadão como agente participante do processo jornalístico, online e não só, como se acaba de ver com o caso do massacre na Virgínia.

Por outro lado, o ELPAIS.com mostra, com mais esta iniciativa, continuar atento e, sobretudo, aberto à inovação. Ainda recentemente, o ciberjornal espanhol abriu um quiosque e criou um “correspondente” no Second Life.

Citizentube: o cidadão tem a palavra (e o vídeo)

O YouTube abriu, esta semana, uma espécie de speakers’ corner, onde qualquer cidadão pode colocar vídeos sobre assuntos políticos.

O Citizentube será «um lugar onde qualquer um, do cidadão ao candidato, tem a mesma oportunidade de ser visto e ouvido».

O novo canal é, assim, mais um pequeno sinal, a juntar a tantos outros, que vão consagrando o cidadão como “rei” do ciberespaço.

(dica de e-Cuaderno)

JPN no caminho da Web 2.0

Enquanto o ciberjornalismo em Portugal lá vai prosseguindo o seu caminho em marcha lenta meia parada, no mundo universitário vão surgindo algumas experiências e inovações estimulantes.

É o caso do JornalismoPortoNet, o ciberjornal do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, onde lecciono. Ontem, o JPN estreou um novo design e novas funcionalidades: vídeos, sons e fotografias podem agora ser incluídos dentro de uma mesma peça, numa lógica de integração multimédia.

O “novo” JPN, coordenado pelo meu colega Fernando Zamith, aproveita também algumas modalidades da Web 2.0. O utilizador passa a ter a possibilidade de dar notas às notícias, bem como de partilhá-las, através de ferramentas como o Domelhor, Newsvine e Del.icio.us. Cada notícia terá marcadores (tags), o que permite o agrupamento de artigos sobre determinado tema e não apenas por secção.
Alguns responsáveis de órgãos de comunicação social queixam-se, aqui e ali, da falta de ligação entre o mundo empresarial e o mundo académico ligado à comunicação e ao jornalismo. É tempo de se lembrarem que também têm a ganhar se estiverem mais atentos ao que se vai experimentando e desenvolvendo nas universidades. Quanto mais não seja porque o conceito de “investigação e desenvolvimento” continua, em geral, a ser estranho ao vocabulário das empresas jornalísticas.

Que diria McLuhan sobre o YouTube?

Há dias, a propósito da ascenção do “egopublishing”, escrevia aqui que, «se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase “o meio é a mensagem”. Talvez mudasse para algo do género: “a mensagem sou eu”.»

Nem de propósito, encontrei no YouTube um pequeno vídeo cujo título é “Marshall McLuhan on YouTube”. Alguém tentou imaginar o que diria este teórico a propósito do fenómeno da partilha de vídeo na Web. Vale pela curiosidade e, em particular, pelo que McLuhan diz quase no final: para a maior parte das pessoas, viver na crista da onda das novas tecnologias é uma experiência aterradora. A maior parte prefere viver um pouco atrás.

Jornais entre o papel e o vídeo

Os jornais, com destaque para os diários, estão numa fase da sua história em que têm de fazer pela vida. Ou seja, têm de reinventar-se de modo a enfrentarem o turbilhão de desafios, sobretudo os colocados pela Internet, que se sucedem em catadupa.

As inovações são quase diárias. Por exemplo, o The Guardian decidiu redesenhar a sua estratégia online, apostando no reforço do fluxo noticioso na Web, oferecendo notícias 24 horas por dia, sete dias por semana, em vez de 16 horas, cinco dias. Porque, como explicam os responsáveis do jornal, os utilizadores da Web esperam ler as notícias no momento em que acontecem. «Se não actualizarmos o nosso site continuamente, os leitores irão para outro lado.» Os 20 princípios que norteiam esta mudança de estratégia podem ser lidos no Jornalismo & Internet.

No New York Times, a aposta é agora no aumento da oferta de conteúdos em vídeo. O mês passado, estreou os “vídeo-obituários”, explicados assim: «The idea is to video extensive interviews with all types of notable people while they are still alive with the understanding that everything they say will be embargoed until they die.» Um dos estreeantes desta modalidade foi o colunista Art Buchwald, falecido há cerca de um mês. No seu “vídeo-obituário”, registou: «Olá, sou o Art Buchwald e acabei de morrer.» Se achar isto estranho, leia aqui as explicações de Vivian Schiller, manager do NYTimes. com.

O Daily Telegraph lançou, este mês, um novo serviço de televisão. À hora de almoço, oferece um briefing online sobre negócios.

O tempo do “papel e caneta” nos jornais está, definitivamente, a passar à história.

"Egopublishing": os egos publicam-se

O meio “sou eu”, “e eu, “e eu” e por aí fora. No Ciberpaís, pode ler-se uma reportagem sobre o egopublishing, um neologismo a juntar às torrentes que a Web tem gerado. Há muitos cibernautas que têm hoje o seu “canal de televisão” ou a sua “rádio” online. E respectivas audiências.

Se fosse vivo, McLuhan teria, talvez, de fazer umas reconsiderações quanto à sua célebre frase “o meio é a mensagem”. Talvez mudasse para algo do género: “a mensagem sou eu”.

Nostalgia Internet

A CBC, cadeia de televisão canadiana, explicava aos seus telespectadores, no início da década de 90, o «fenómeno crescente» da Internet. Tudo era trocado por muitos miúdos. Vemos mesmo o repórter explicar o significado dos emoticons mais elementares. Na altura, a rede, referida como «outro mundo», contava 15 milhões de utilizadores. Eis uma boa peça de arqueologia ciberespacial.

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