Arquivos para a Categoria ‘El País’

Comunidade no ELPAIS.com

O ELPAIS.com abriu uma área para os leitores poderem criar os seus blogues. A ideia está longe de ser nova. Mas o interessante aqui é o modo como o ciberjornal apresenta o novo espaço, La Comunidad:

«La dirección de la página será: http://lacomunidad.elpais.com/nombre-del-blog y permitirá al internauta tener un lugar donde escribir, mostrar sus fotos, vídeos y audios. Los usuarios con página o blog en elpais.com podrán formar sus propias comunidades, abiertas a personas, grupos y asociaciones. El único límite está en escribir con respeto y no usurpar la identidad de otros.»

Lavanguardia.es melhora

O Lavanguardia.es volta a mudar de face apenas um ano após o último redesenho. Está melhor, mas ainda longe do nível de um Elpais.com, por exemplo.

Notas mais positivas: a aposta na interactividade com os leitores e a incorporação de vídeos nas notícias.

(dica de e-periodistas)

Lebres e tartarugas no ciberjornalismo

Morreu hoje um dos maiores violoncelistas de sempre, Mstislav Rostropovich. São 11.30. Como estamos em termos de capacidade de resposta nas edições online dos principais diários portugueses?

O Público.pt já deu uma “última” com dois parágrafos. O Correio da Manhã, vá lá, deu quatro. Para o DN e o JN não se passa absolutamente nada (até a Wikipédia já deu a “notícia”…).

Espreitemos agora o que dá o ELPAIS.com: notícia com foto destacada no topo da página; um dossiê com “tudo sobre Rostropovich“; possibilidade de se ouvir trechos de música; fotogaleria.

Estamos mal.

"Eu jornalista" no ELPAIS.com

O ELPAIS.com acaba de dar mais um grande passo “interactivo”, com a criação do espaço para as “notícias” dos leitores. Chama-se Yo periodista e é apresentado assim:

«Ayúdanos a construir ELPAIS.com. Si has sido testigo de alguna noticia, envíanosla y nosotros la publicamos. Puedes mandarnos textos, fotos, vídeos o documentos. Ahora los lectores de ELPAIS.com se convierten en periodistas.»

Descontando a simplificação que esta última frase encerra, Yo periodista é, naturalmente, uma boa ideia, em sintonia com a entronização galopante do cidadão como agente participante do processo jornalístico, online e não só, como se acaba de ver com o caso do massacre na Virgínia.

Por outro lado, o ELPAIS.com mostra, com mais esta iniciativa, continuar atento e, sobretudo, aberto à inovação. Ainda recentemente, o ciberjornal espanhol abriu um quiosque e criou um “correspondente” no Second Life.

Nasce o ELPAIS.com

O ELPAIS.es está prestes a mudar. De nome, para ELPAIS.com, de desenho e de conteúdos.

A aposta vai ser na imediatez, no multimédia (destaque para apresentação de notícias em formato vídeo) e na participação dos cidadãos. Apostas correctas, portanto.

O ciberjornalismo, em Espanha, mexe.

ELPAIS.es: o melhor da Península

O ELPAIS.es acaba de vencer o prémio, atribuído pela Society of News Design, de jornal digital melhor desenhado do ano 2006 em Espanha e Portugal, na categoria de média online com mais de 10 milhões de visitas. Merecidíssimo.

Se houver dúvidas quanto à justeza do prémio, espreite-se a edição Web da revista EP3, a EP3.es. E, já agora, começando pela crítica do concerto de Antony em Madrid. Ele arrasou os madrilenos e arrasou-nos a nós em Braga, no belíssimo Theatro Circo, anteontem à noite.

Na Web, como no palco, quem sabe sabe.

24 Horas: um jornal gratuito para imprimir

A Web permite hoje a distribuição do jornal convencional através da Internet com o mesmo desenho que é enviado para a rotativa.


Esta realidade está a facilitar o desenvolvimento de uma nova “criatura” jornalística, que conserva intactas as vantagens do diário convencional de papel, incluindo a sua comercialização a baixo preço, mas que incorpora as características do mundo da Web, como a imediatez, a transnacionalidade ou a difusão ilimitada.

Donde, quando até há pouco anos havia uma única “criatura” mediática, agora, graças à Web, há três produtos distintos e complementares: o diário convencional impresso, a versão digital e o jornal que se comercializa na rede para imprimir em casa (em formato PDF, por exemplo) ou ler no ecrã, com a vantagem acrescida dos motores de busca, a edição de textos e a possibilidade de agregar hiperligações.

«A impressão doméstica de jornais e a difusão através da rede de formatos jornalísticos idênticos aos que se distribuem em papel abrem uma nova via cheia de esperanças para os editores de diários», consideram David Valcarce e Álvarez Marcos, autores do livro Ciberperiodismo.

Provando estar atento ao devir inelutável da rede, o diário espanhol El País acaba de lançar um jornal gratuito, “actualizado a cada minuto”, em formato PDF. Chama-se 24 Horas e pode ser personalizado a partir de cinco edições disponíveis.

Londres e os media online portugueses

As explosões em Londres deram-se na hora de ponta matinal, por volta das 9. São quase 2 da tarde, ou seja, quase cinco horas depois das deflagrações. Vejamos como estão a reagir a este acontecimento muito especial alguns dos principais media noticiosos portugueses online:

Público.pt: dá informação actualizada, estilo agência noticiosa. Poucas imagens. Nenhum material multimédia é fornecido (ex., gráficos, áudio ou vídeo). Não são disponibilizadas hiperligações de contexto sobre o acontecimento. Algumas notícias abrem espaço a comentários dos leitores.

dn.pt: para o DN, não se passa nada. Abre-se o site, clica-se em “Última hora” e… nada. Londres bem podia estar a arder…

JN: nas “Últimas”, tem três notícias curtas sobre o assunto, a primeira das quais colocada às… 12.12h. E nada mais.

Correio da Manhã: acordou às 10.59 para as explosões. Tem uma notícia única com comentários dos leitores no final. E uma fotozita para a amostra.

Expresso: Aqui encontramos de diferente, pelo menos, um infográfico com as estações de metro atingidas e uma galeria fotográfica. Vá lá…

Diário Digital: tem um “Especial Urgente”, no que parece ser uma adaptação algo tosca da expressão “breaking news”. Vários títulos dão acesso a notícias de agência. Não há fotos nem comentários de leitores. Para diário exclusivamente online, está mau. Muito mau.

Portugal Diário: Também não tem nada de especial. Texto, muito texto. Uma galeria de fotografias. Comentários de leitores. Paginas graficamente “secas”. Sabe a pouco. A muito pouco.

TSF: Pela primeira vez, e naturalmente, som na Web. Da rádio, está claro. Quanto ao mais, estilo agência noticiosa.

SIC Online: Um infográfico! E depois muita Lusa, Reuters e France Press. Nem uns 15 segundos de vídeo que podia ser aproveitado dos canais de televisão do grupo. Fraquíssimo.

ELPAIS.es: é espanhol, eu sei, mas serve aqui apenas como mero contraponto cruel: tem vídeo, gráficos, galeria de fotos, cronologias, áudio, enfim, sem ser nada de extraordinário, deixa os nosso media online a anos-luz em termos de resposta na Web a grandes acontecimentos.

É evidente que há várias explicações concretas – que vão do desinvestimento por parte das empresas jornalísticas até à falta de investimento por parte de anunciantes – para a resposta medíocre dos media portugueses online. Quando não há meios, nem dinheiro, nem vontade, também não há milagres. Mas nem por isso se torna menos confrangedor verificar, na prática, o estado brutal de atraso destes media. É mais uma área para ajudar a colocar o país na cauda da Europa em quase tudo. Pessimismo high tech?

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.