Arquivo de Janeiro, 2006|Página de arquivo mensal
Longevidade dos media
À atenção das empresas jornalísticas:
«Um pouco por todo o lado, os cidadãos juntam-se através da Internet de formas sem precedentes para defenirem a agenda das notícias, para se informarem uns aos outros sobre assuntos hiper-locais e globais e para criarem novos serviços numa sociedade sempre conectada. A audiência é agora uma activa e importante participante na criação e disseminação de notícias e informação, com ou sem a ajuda dos media jornalísticos mainstream.»
Jornais generalistas à frente
Aqui, quem mais teria que dar à perna seriam os jornais exclusivamente online, como o Diário Digital e o Portugal Diário. Mas ambos parecem parados há muito.
TSF: do volante para o teclado
Saúde-se o arranque do podcasting na TSF. Um sinal claro de tentativa de adaptação aos novos tempos tecnológicos, que correm de feição à metamorfose dos media. Talvez o futuro da rádio, e não só, dependa mesmo desta capacidade de adaptação permanente aos paradigmas do mundo online.
Ouvir rádio é cada vez menos uma tarefa de relação próxima, directa, com o receptor que temos ao alcance da mão no automóvel ou no escritório. O computador online trata de tornar assíncrona e à la carte a experiência. É uma espécie de adaptação do conceito de Daily Me, de Negroponte, ao medium rádio. Mas nem por isso deixamos de estar a ouvir rádio. Os Sinais sabem sempre a rádio, seja ao volante ou ao teclado.
‘Movida’ nos jornais
Dinheiro? Há negócios muito mais lucrativos. Prestígio? Há melhores meios de o ganhar. O empenhamento na nobre função de informar o melhor possível os cidadãos? Pouco crível.
Votos impressos para 2006
Enfim, já sei, são votos de um simples leitor. Do outro lado, isso exigiria bons “patrões”, bons directores, bons editores, bons repórteres… E, do lado de cá, bons leitores, claro.
Mas esse país assim ainda está por inventar.
Ciberjornalistas ao telefone
Como explicava, recente e realisticamente, o director do Portugal Diário, «o instrumento de trabalho mais importante é o telefone, pois não há capacidade financeira para fazer reportagens.»
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